Do UOL
O próximo Gol já tem data para chegar ao mercado: 2016. Segundo uma fonte ligada à marca, ele sofrerá mudanças no visual e no interior, mas sem trocar de plataforma -- ou seja, a exemplo do ocorrido com o Fox, passará por um segundo facelift, sem estrear ainda uma nova geração. Seu nicho de mercado, porém, vai mudar: deixará de ser a opção de entrada da Volkswagen, que ficará totalmente a cargo do up!, inclusive na venda para frotistas, para ocupar vagas do segmento acima. É estratégia parecida, mas não idêntica, ao enriquecimento feito pela Ford à nova geração do Ka, no ano passado.
Com a recente perda da primeira colocação em vendas após 27 anos na liderança -- causa não apenas pelo avanço da concorrência, mas sobretudo pela aposentadoria do Gol "G4" no começo de 2014 --, a Volkswagen já assimilou que o Gol não é, nem voltará a ser de forma fácil, o campeão de outros momentos.
Com isso, se libera para fazer um modelo maior e mais requintado, desenvolvido para brigar com rivais que se modernizaram justamente para enfrentá-lo. A ideia é reagir usando as mesmas armas de Chevrolet Onix, Renault Sandero e o próprio Ford Ka. Repare no visual traseiro de todos e note como eles foram desenhados com base no "bumbum" do Gol G5, que por sua vez nasceu com clara inspiração no visual do antigo BMW Série 1.
É hora de contra-atacar, ainda que sem uma mudança mais ampla -- a nova geração do Gol, feita sobre uma nova base (possivelmente a MQB, a mesma do novo Golf), está prevista apenas para 2018.
Maior, melhorado... e mais caro
O novo Gol ficará mais "premium" e ocupará o posto que hoje é do Fox. Mas será mais caro: custará aproximadamente R$ 36 mil na versão mais barata, que por sua vez será mais recheada: console e do quadro de instrumentos inspirados nas peças do Golf, bancos mais ergonômicos, central multimídia com tela colorida no painel -- o modelo vai se aproximar em estilo e visual do hatch médio, como no caso do Fox.
Seguindo a linha, as configurações mais caras devem beirar os R$ 60 mil, também oferecendo mais equipamento.
O novo Gol também crescerá em tamanho, mesmo mantendo a plataforma atual. Ele não passará de 4 metros de comprimento, mas será ligeiramente mais comprido e largo que o atual, com traços mais vincados. O papel de "carro de família" passará a ser só do Fox.
Visualmente, a frente será mais esportiva e invocada, com grade alinhada ao para-choque, algo já visto nas "boconas" criadas pelos carros da Ford, como o novo Ka. A lateral terá linha de cintura relativamente alta, dando ainda mais impressão de esportividade, enquanto na traseira as lanternas permanecerão nas extremidades da carroceria, sem invadir a tampa do porta-malas, como no Fox e no Golf.
Recentemente, um protótipo de argila revelado durante evento da Volkswagen praticamente revelou como poderá ser a cara do novo Gol (apenas a altura está diferente, já que o futuro carro será mais baixo). As fotos, abaixo desta reportagem, foram gentilmente cedidas pelo site Carplace.
A linha de motores aposentará o atual EA111, 1.0, de quatro cilindros. Ela incluirá os novos 1.0 de três cilindros, 12V e 82 cv (que atualmente equipa a linha up! e o Fox Bluemotion), o 1.6 MSI de 16V e 120 cv (para as versões mais caras da gama) e possivelmente o 1.4 TSI, recalibrado para ser flex (que deverá estrear ainda este ano no Golf nacional), indicando um provável retorno da configuração GTI.
O câmbio, praticamente como acontece na gama atual do Fox, poderá ser manual (de cinco ou seis marchas, dependendo da versão) ou automatizado I-Motion.
Adeus, Polo
Essa transformação do Gol acarretará diretamente na vida de outros carros da marca. O Fox deverá oficialmente subir de categoria, aposentando as versões de entrada com motor 1.0 -- sobraria apenas a configuração Bluemotion, com propulsor três-cilindros -- e apostando as principais fichas no motor de 1,6 litro.
Com esse movimento de ascensão do novo Gol e mudança também do Fox, o Polo acabará morrendo. Até 2016, a Volks seguirá vendendo o hatch compacto (já não tão) premium praticamente sem publicidade, como já faz atualmente.
Quem também ganha com essas mudanças é o up!, que será a principal -- se não a única -- opção da marca abaixo dos R$ 30 mil. A própria empresa deverá oferecer bônus maiores aos lojistas na venda do subcompacto (hoje as bonificações mais altas são de Gol e Fox), que poderá finalmente deslanchar em vendas.

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